domingo, 18 de abril de 2010

Cinzas do Eyjafiallajokull se espalham e 17 mil voos são cancelados na Europa


Milhões de pessoas foram afetadas pela enorme nuvem de cinzas lançada pelo vulcão Eyjafjallajokull, na Islândia. Por enquanto, não há previsão de melhora na visibilidade, muito menos de calma no vulcão. Quase 17 mil voos foram cancelados ontem no espaço aéreo da Europa, dificultando a viagem de autoridades para acompanhar o enterro do presidente (1) polonês, Lech Kaczynski. Aeroportos da França, Alemanha, Dinamarca e do Reino Unido continuaram fechados, e o problema pode chegar até países como Itália, Espanha, Turquia e Grécia. Os ventos, segundos os metereologistas, começam a levar a massa cinzenta para o sul e o leste do continente.

Para o pesquisador da Universidade do Texas Jay Miller, que há 25 anos estuda os vulcões da Islândia, a atividade do Eyjafjallajokull pode aumentar nos próximos dias e, além de diminuir a visibilidade, a nuvem pode ser extremamente perigosa para os aviões. “O magma do vulcão tem por volta de 1.200 graus, e quando atinge a água, que é extremamente fria na região, produz uma cinza fina que tem pequenos pedaços de vidro, e eles podem facilmente entupir os motores dos jatos. Quem inalar as cinzas pode ter o pulmão literalmente cortado”, advertiu o especialista, por meio da assessoria de imprensa da universidade.

Segundo Miller, os vulcões da Islândia costumam a entrar em atividade a cada cinco anos, em média, mas sempre de forma moderada. Erupções fortes como essa foram registradas em 934 a. C e em 1783. “Benjamin Franklin foi embaixador na França nessa época e testemunhou as nuvens de cinzas que cobriam a Europa, ele chegou a escrever que tinha sido um ano em que não houve verão. A grande questão, agora, é saber o que vai acontecer. É bem provável que a atividade possa durar muito tempo, mas ninguém pode ter certeza disso. Vulcões nessa parte do mundo são mais difíceis de desvendar”, completou o pesquisador americano.

Fonte: Correio Braziliense

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