quarta-feira, 12 de maio de 2010

Mancha 1069 provoca forte explosão solar


Quem olha a imagem abaixo não pode imaginar, mas a mancha solar vista na cena foi a responsável por uma enorme instabilidade magnética ocorrida no Sol e sozinha produziu mais da metade dos flares registrados na superfície da estrela durante o final de semana.
Batizada de 1069, a mancha solar produziu diversos flares de classe C2 e erupções solares que arremessaram ao espaço gigantescas bolas de plasma a mais de 80 mil graus Celsius, grandes o suficiente para engolir a Terra, que não estava na linha de fogo das rajadas.

As erupções na mancha 1069 também foram registradas pelo Observatório de Dinâmica Solar, SDO, da Nasa, que monitora a atividade da estrela durante 24 horas. O vídeo mostra um das erupções lançando partículas a mais de 120 mil quilômetros de altitude, 10 vezes maior que o diâmetro da Terra.

Flare Solar
Flare ou rajada solar é uma explosão que acontece quando uma gigantesca quantidade de energia armazenada em campos magnéticos, geralmente acima das manchas solares, é repentinamente liberada.

Os flares produzem uma enorme emissão de radiação que se espalha por todo o espectro eletromagnético, e se propaga desde a região das ondas de rádio até a região dos raios X e raios gama.

Como consequência dessas explosões ocorrem as chamadas Ejeções de Massa Coronal, as enormes bolhas de gases ionizados com até 10 bilhões de toneladas, que são lançadas no espaço a velocidades que superam a marca de um milhão de quilômetros por hora.

Riscos de apagões mundiais:

Os flares de Classe X são intensos e durante os eventos de maior atividade podem provocar blackouts de radiopropagação que podem durar diversas horas ou até mesmo dias.

As rajadas da Classe M são de tamanho médio e também causam blackouts de radiocomunicação que afetam diretamente as regiões polares. Tempestades menores muitas vezes seguem as rajadas de Classe M.

Por fim existem as rajadas de Classe C, fracas e pouco perceptíveis aqui na Terra.



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