Durante os últimos meses, os cientistas especializados no estudo do Sol não desgrudaram os olhos um só instante dos instrumentos que monitoram nossa estrela. O objetivo da vigília era a detecção dessa mancha solar muito especial, de polaridade magnética invertida, que como dissemos, deveria surgir nas latitudes mais altas.
No último dia 11 de dezembro as atenções passaram a ser redobradas, quando o telescópio espacial Soho detectou, no limbo do disco solar, uma nova anomalia com as características esperadas. E não poderia ser diferente. Se os cientistas estivessem certos, aquele pequeno sinal visto através dos instrumentos poderia significar o início do ciclo solar 24.
Ejeção de massa coronal
Um novo ciclo não significa que nas próximas 24 horas o Sol já apresentará grande atividade elétrica. É importante lembrar que acabamos de sair do mínimo solar e que o crescimento da atividade é lento. Segundo as previsões, o máximo pico dessa nova temporada deverá ocorrer em 2011 e 2012. Até lá, gradualmente teremos um aumento sistemático da quantidade de machas e tempestades solares, com ocasionais ejeções de massa coronal, enormes bolhas de gases ionizados com até 10 bilhões de toneladas, que são lançadas ao espaço a velocidades que superam a marca de um milhão de quilômetros por hora.
Se você se interessa pela atividade solar e quer ver as imagens atualizadas da estrela ou acompanhar as previsões das tempestades, vá em "Boletim Solar".
Nenhum comentário:
Postar um comentário