Será ?
Quando a grande nuvem cinza do vulcão da Islândia apareceu no céu europeu, os cientistas se perguntaram se ela poderia trazer alívio para o aquecimento global. No passa
O resfriamento se produz de maneira simples: o vulcão libera grande quantidade de cinzas e dióxido de enxofre, que são transportados para a estratosfera, camada acima da superfície. Lá, os fenômenos físico-químicos criam uma fina camada de partículas esbranquiçadas que, durante meses ou anos, circundam o planeta e refletem parte dos raios solares, impedindo que a radiação atinja o solo. “Basicamente, é como colocar um escudo refletor sobre o para-brisa do carro, impedindo que o interior se aqueça demais”, compara Colin Macpherson, da Universidade Durham.
A erupção do Eyjafjallajokull pode não ter produzido enxofre suficiente, e nuvem, expelida se desloca a uma altitude baixa demais para ter qualquer impacto climático. “A nuvem está, em média, a 6 mil metros, com picos de 11 mil metros. Além disso, essa é uma parte da atmosfera (a troposfera) onde há ventos potentes, que têm grande efeito dissipador”, explicou Emmanuel Bocrie, do serviço climático francês Méteo France.
A última vez em que um vulcão teve capacidade de alterar o clima global foi em 1991, quando o Monte Pinatubo entrou em erupção nas Filipinas, resfriando em 0,5 grau a temperatura média do planeta no ano seguinte. Outro episódio semelhante foi registrado em 1980, quando o Monte Santa Helena, no estado americano de Washington, teve seu topo pulverizado, um evento que, embora tenha sido impressionante, expeliu apenas um décimo do material liberado pelo Pinatubo.
Fonte: Correio Brasilienze
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